O excesso de peso diminui a expectativa de vida
5/30/2009 05:17:00 PMArtigo publicado na importante revista científica “Lancet”, avaliou de 57 estudos feitos na Europa e Estados Unidos com quase 900 mil pessoas e revelou que o índice de massa corporal (IMC) relaciona-se a taxas de mortalidade.
O IMC ideal, segundo os autores do estudo, foi considerado entre 22,5 e 25 kg/m². A cada 5 kg/m² a mais no IMC acima de 25 kg/m² resulta em um aumento de cerca de um terço na mortalidade geral.
Concluiu-se que a obesidade moderada (IMC entre 30 e 35 kg/m²), teve grande prevalência e equivale a um terço do efeito do hábito de fumar na mortalidade. Já a obesidade severa (IMC de 40 a 50 kg/m²), é menos comum, porém tem efeito semelhante ao cigarro na mortalidade.
Tanto em homens quanto em mulheres a mortalidade se mostrou menor no IMC considerado ideal. Cada 5 kg/m² adicional representou um aumento de: 40% na mortalidade por doenças do coração, derrame e outros problemas vasculares; 60% a 120% para diabetes e doenças no fígado e rins; 10% em relação ao câncer; e 20% de aumento para indivíduos com doenças pulmonares.
A obesidade moderada (IMC entre 30 e 35 kg/m²) reduziu a expectativa de vida entre dois e quatro anos. A diminuição foi de oito a dez anos para casos de obesidade severa ou mórbida(IMC de 40 a 50 kg/m²).
O excesso de peso diminui a expectativa de vida. Em países como a Inglaterra e os Estados Unidos, pesar um terço a mais do que o ideal diminui a expectativa média de vida em três anos”, disse um dos autores do estudo.
Prospective Studies Collaboration, Whitlock G, Lewington S, Sherliker P, Clarke R, Emberson J, Halsey J, Qizilbash N, Collins R, Peto R. Body-mass index and cause-specific mortality in 900 000 adults: collaborative analyses of 57 prospective studies. Lancet. 2009 Mar 28;373(9669):1083-96. Epub 2009 Mar 18.
Envelhecimento cerebral, vitamina E e exercício
5/27/2009 05:31:00 PMCom o envelhecimento, o cérebro sofre perda neuronal em muitas áreas. Embora a perda de células do córtex cerebral, em particular o córtex frontal, tem sido constatada com o envelhecimento, a influência das perdas sinápticas tem um maior impacto sobre o declínio cognitivo.
Grande parte das pesquisas recentes em animais, bem como os seres humanos, tem sido destinada a abordar o declínio cognitivo através da melhora sináptica, e tem sido constatado que os principais fatores que podem atuar nas perdas sinapticas são fatores antioxidantes e exercício físico.
Vários estudos verificaram que a suplementação de vitamina E e atividade física regular pode atrasar o declínio cognitivo observado com o envelhecimento. Alguns estudos também sugerem que o exercício é análogo à inibidores de esterase acetilcolina, utilizado extensivamente para tratamento cognitivo e na demência causada pela doença de Alzheimer.
Além disso a vitamina E e o exercício podem agir sinergicamente reduzindo lesões e o estresse oxidativo no cérebro ocorrido pelo processo de envelhecimento. Mais um motivo para você se exercitar!
Asha Devi S.Aging brain: prevention of oxidative stress by vitamin e and exercise. ScientificWorldJournal. 2009 May 22;9:366-72.
Gomas de mascar alivia humor negativo e reduz hormônio do estresse
5/25/2009 05:58:00 AMA ideia de que goma de mascar alivia o estresse foi investigada em um estudo controlado em laboratório e publicado em Março de 2009 na revista científica Physiology & Behavior.
Um teste que provoca estresse e que também inclui medidas de desempenho foi utilizado para induzir estresse agudo em laboratório. De forma aleatória quarenta participantes (idade média de 21,98 anos), realizaram teste de estresse (em dias separados), um dia mastigando chiclete durante o teste e no outro sem mastigar chiclete.
Os participantes foram submetidos a teste de inventário de ansiedade, escalas de humor, e um teste de estresse. Após os testes foram coletadas amostras de saliva para avaliação de cortisol (conhecido como hormônio do estresse).
Os testes realizados foram capazes de reduzir significativamente a auto-avaliação do estado de alerta, calma e contentamento, aumentando o estado de estresse e ansiedade. Os níveis de cortisol foram menores durante teste de estresse ocorrido de manhã, refletindo o predomínio de mudanças diurnas, mas este efeito foi invertido na parte da tarde.
Alterações pré e pós estresse para cada medida foram subtraídas nas condições com mastigação e sem mastigação. A mastigação do chiclete foi significativamente associada a uma melhor vigilância e reduzido estado de ansiedade, estresse e cortisol salivar.
O desempenho global também foi significativamente melhor na condição de mastigação. Os mecanismos subjacentes a esses efeitos são desconhecidos, mas podem estar envolvidos com melhor fluxo sangüíneo cerebral e / ou efeitos secundários à melhora do desempenho com a goma de mascar.
Scholey A, Haskell C, Robertson B, Kennedy D, Milne A, Wetherell M. Chewing gum alleviates negative mood and reduces cortisol during acute laboratory psychological stress. Physiol Behav. 2009 Jun 22;97(3-4):304-12. Epub 2009 Mar 5.
Aumento da freqüência cardíaca antes de um teste de exercício pode predizer morte súbita
5/23/2009 10:02:00 AMNOVA YORK (Reuters Health) - Um aumento excessivo na cardíaca previamente a um teste de exercício – uma situação que provoca estresse mental leve – identifica pessoas que tem maior risco de morrer subitamente no futuro, sugere um novo estudo publicado na European Heart Journal em abril de 2009.
Estes resultados podem levar a "implicações" significativas, disse o Dr.Xavier Jouven, de European Georges Pompidou Hospital - Paris, explicando que, a avaliação da pulsação do paciente pode ser uma maneira simples de identificar as pessoas que podem ter risco aumentado de ataque cardíaco súbito.
O objetivo do estudo foi a avaliação precoce, de indivíduos aparentemente saudáveis, e o alto risco de morte súbita cardíaca. Foi avaliada a hipótese de que os indivíduos que respondem ao estresse mental leve com maiores aumentos da freqüência cardíaca, em resposta a preparação para um teste ergométrico, podem estar apresentar maior risco de ter morte súbita.
O estudo envolveu 7.746 homens franceses que foram examinados entre 1967 e 1972, quando eles tinham entre 42 e 53 anos. Durante 23 anos eles foram acompanhados e 1516 homens morreram, incluindo 81 que sofreram um ataque cardíaco fatal súbito.
No estudo, a freqüência cardíaca em repouso foi comparada com a obtida imediatamente antes de um teste de exercício em bicicleta, enquanto os indivíduos estavam sentados na bicicleta, mas ainda não haviam começado a pedalar. A média de aumento da freqüência cardíaca durante estresse mental leve foi de 8,9 + / – 10,8 bpm.
Os resultados apontaram que o aumento da freqüência cardíaca previamente a um teste físico, que gera um leve estresse mental, aumenta 2 vezes o risco de morrer de ataque cardíaco súbito no futuro comparado a homens que não tiveram este aumento da freqüência cardíaca. O aumento da freqüência cardíaca não se relacionou com outras causas de morte.
A morte súbita ocasionada por ataque cardíaco representa grande problema de saúde pública, causando cerca de 200.000 – 400.000 mortes por ano apenas nos EUA, segundo os pesquisadores.
Jouven e colaboradores, autores do estudo, acreditam que a avaliação da freqüência cardíaca pré-teste pode ser um parâmetro simples utilizado para identificar pessoas com risco de ataque cardíaco súbito.
É bom lembrar que o treinamento de exercício físico diminui a freqüência cardíaca de repouso e conseqüentemente em resposta ao estresse, o que atuaria reduzindo o risco de morte súbita.
Jouven X, Schwartz PJ, Escolano S, Straczek C, Tafflet M, Desnos M, Empana JP, Ducimetière P. Excessive heart rate increase during mild mental stress in preparation for exercise predicts sudden death in the general population. Eur Heart J. 2009 Apr 28.
Consumo de café, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2
5/21/2009 06:20:00 PMAs doenças cardiovasculares representam doenças cardíacas e vasculares. A doença cardiovascular mais comum é a doença das artérias coronárias, a qual pode ocasionar ataque cardíaco e outras condições graves.
Outras doenças cardiovasculares são angina, aneurisma da aorta, arritmias, doença cardíaca congênita, insuficiência cardíaca entre outras.
O consumo de café tem sido associado a efeitos agudos lesivos em parâmetros metabólicos e hemodinâmicos. Por este motivo, pesquisadores de Harvard decidiram avaliar o efeito do consumo do café e relação com o risco de doença cardiovascular e mortalidade em homens diabéticos. Foi realizado estudo incluindo 3.497 homens diabéticos sem doença cardiovasculares.
Foi concluído que o consumo regular de café não está associado com um risco aumentado para doenças cardiovasculares ou mortalidade em homens diabéticos. Ótima notícias, ainda que eu não seja diabética adoro café!
Zhang W, Lopez-Garcia E, Li TY, Hu FB, van Dam RM. Coffee Consumption and Risk of Cardiovascular Diseases and All-Cause Mortality among Men with Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2009 Feb 19. [Epub ahead of print]
Fumar pode aumentar "fat-depleting" gene
5/20/2009 05:12:00 AMNOVA YORK (Reuters Health) – Por que fumantes muitas vezes ganham peso depois de largar o vício? Um novo estudo sugere que o tabagismo aumenta a atividade de um gene que ajuda a queimar a gordura corporal. Os investigadores descobriram que, em comparação com não fumantes, um grupo saudáveis de fumantes apresentaram maior atividade em um gene chamado AZGP1 em amostras colhidas em suas células das vias aéreas.
Devido ao gene ser importante para quebrar a gordura e assim auxiliar no controle de peso, os resultados explicam uma possível razão para que os fumantes tendem a pesar menos do que os não-fumantes - e porque as pessoas muitas vezes as pessoas ganham peso após pararem de fumar. Dra. Holly Vanni e colegas do Weill Medical College, da Universidade Cornell, em Nova York publicaram os resultados na revista Chest.
Pesquisadores têm apontado vários possíveis motivos para o ganho de peso em indivíduos após deixarem de fumar. Pessoas que largam o cigarro podem começar a comer mais, por exemplo, e ao mesmo tempo perder o impulso no metabolismo que nicotina proporciona.
Estudos sobre AZGP1 tem mostrado que o gene ajuda a regular a gordura corporal em camundongos, e que os doentes com câncer que induzem a perda de peso pode ter no aumento da atividade do gene.
No entanto, isso não significa que o ganho ponderal após fumar cessação é simplesmente uma questão de genética. A relação entre tabagismo e peso é "sem dúvida complexo ", afirmam os pesquisadores, e provavelmente envolve fatores modificáveis como dieta e exercício.
Vanni H, Kazeros A, Wang R, Harvey BG, Ferris B, De BP, Carolan BJ, Hübner RH, O'Connor TP, Crystal RG.Cigarette Smoking Induces Overexpression of a Fat-Depleting Gene AZGP1 in the Human. Chest. 2009 May;135(5):1197-208. Epub 2009 Feb 2.
Uma semana de exercício melhora a ação da insulina em diabéticos tipo 2
5/18/2009 02:00:00 PM
Os objetivos deste estudo foram: (a) determinar se a melhoria da ação da insulina induzida pelo treinamento de curto período de exercício em pacientes com tipo 2 diabetes é devido a uma melhora na sensibilidade de insulina, na resposta à insulina, ou uma combinação de melhoria na sensibilidade à insulina e capacidade de resposta, e (b) determinar se a curto prazo o exercício resulta na melhoria da supressão da produção de glicose hepática produzida pela insulina.
Quatorze pacientes obesos com diabetes tipo 2, idade 64 + / -2 anos, passaram por duas situações de procedimentos de “clamp” hiperinsulinêmico e euglicêmico, primeira fase, 40 mU / m (2) / min de infusão de insulina, segunda etapa 1000 mU / m (2) / min de infusão de insulina, juntamente com um [3 - (3) H] de perfusão de glicose perfusão, antes e após 7 dias de exercício. O treinamento físico constou de 30 min de ciclismo e 30 min de caminhada em esteira ~ 70% do capacidade aeróbia máxima por dia durante 7 dias.
O programa de exercício resultou em melhorias na ação de insulina sem ausência de perda de peso. Taxas de eliminação de glicose durante o clamp euglicêmico foram significativamente aumentadas após o treinamento de 7 dias de exercício. A produção de glicose hepática, tanto no estado basal (3,17 + / -0,43 vs 2,54 + / -0,26 mg / kg / min, P = 0,05) e durante a fase dos 40 mU (1,15 + / -0,41 vs 0,46 + / -0,20 mg / kg / min, P = 0,03), foi significativamente reduzida após o treino.
Uma semana de exercício vigoroso pode induzir importantes melhorias na ação de insulina no diabetes tipo 2. Esta melhora incluem o aumento de insulina periférica sensibilidade e capacidade de resposta, bem como reforçada supressão de produção de glicose hepática.
Kirwan JP, Solomon TP, Wojta DM, Staten MA, Holloszy JO.Effects of 7 Days of Exercise Training on Insulin Sensitivity and Responsiveness in Type 2 Diabetes Mellitus.Am J Physiol Endocrinol Metab. 2009 Apr 21. [Epub ahead of print]
Carboidrato, proteína ou gordura?
5/11/2009 09:12:00 AMA comparação de dietas com diferentes quantidades de carboidratos, proteínas e gorduras foi avaliada por pesquisadores de Boston e publicada na revista científica “New England Journal of Medicine” no mês de fevereiro de 2009.
O estudo teve como principal objetivo avaliar o efeito da composição dos nutrientes no emagrecimento umas vez que todas as dietas continham praticamente a mesma quantidade de calorias.
Desta forma adultos com sobrepeso foram randomizados em 4 dietas diferentes por 2 anos. A quantidade de gordura (GOR), proteína (PTN) e carboidrato(CAR) foi: 20(GOR), 15(PTN) e 65%(CAR),
20(GOR), 25(PTN), 55%(CAR),
40(GOR), 15(PTN) e 45%(CAR),
40(GOR), 25(PTN) e 35%(CAR).
Nos 6 primeiros meses os participantes em todas as dietas emagreceram cerca de 6kg, o que representou em torno de 7% do peso corporal. Após um ano os voluntários tenderam a ganhar peso e ao final de dois anos a perda de peso foi de 3,0-3,6kg em todos os grupos de dieta.
Concluíram que qualquer tipo de dieta com o objetivo de emagrecimento pode ser efetiva e que a composição dos macronutrientes tem pouca importância.
Não podemos esquecer que isto foi um estudo científico e por este motivo teve suas variáveis bem controladas. Por exemplo, as quatro dietas deveriam incluir menos de 8% de gordura saturada, pelo menos 20g de fibra por dia e menos de 150mg de colesterol para cada 1000 kcal. Além disso, todos os componentes das quatro dietas seguiam recomendações de guias para saúde cardiovascular. Foi incentivada também a prática de 90 minutos de atividade física por semana.
Sacks FM, Bray GA, Carey VJ, Smith SR, Ryan DH, Anton SD, McManus K, Champagne CM, Bishop LM, Laranjo N, Leboff MS, Rood JC, de Jonge L, Greenway FL, Loria CM, Obarzanek E, Williamson DA. Comparison of weight-loss diets with different compositions of fat, protein, and carbohydrates. N Engl J Med. 2009 Feb 26;360(9):859-73.
Epidemia de obesidade
5/10/2009 07:49:00 AMA obesidade é uma epidemia em todo o mundo. As principais causas apontadas são mudanças no estilo de vida que interferem no gasto energético total e no consumo energético total ingerido ou seja, o que você come e o que você gasta.
Por que será que a população está ficando cada vez mais obesa? Por que come demais ou gasta de menos? Segundo pesquisadores da Deakin University, Melbourne, Austrália o grande aumento da ingestão de alimentos e não a redução de atividade física é o responsável pelo aumento da prevalência de obesidade na população americana.
Segundo informação do Reuters Health, o autor principal do trabalho publicado no mês de abril na American Journal Clinical Nutrition, afirmou que "Precisamos promover o aumento da atividade física e a dieta saudável porque ambos trazem fatores benéficos no combate a obesidade”. E enfatiza “Colocando em termos de prioridades acho que é mais necessário reduzir a ingestão alimentar”.
Os resultados do estudo apontaram que a obesidade ocorre principalmente pelo aumento da ingestão alimentar e sugere que a epidemia da obesidade pode ser revertida com grandes reduções na ingestão alimentar, aumento da atividade física ou ambos.
Swinburn BA, Sacks G, Lo SK, Westerterp KR, Rush EC, Rosenbaum M, Luke A, Schoeller DA, Delany JP, Butte NF, Ravussin E.Estimating the changes in energy flux that characterize the rise in obesity prevalence. Am J Clin Nutr. 2009 Apr 15.
Kiwi e colesterol
5/04/2009 06:37:00 PMOs efeitos do consumo de kiwis no perfil lipídico e status antioxidante em indivíduos com colesterol alto foi avaliado por um grupo de pesquisadores de Taiwan. O efeito da ingestão de dois kiwis por dia sobre o perfil lipídico e outros marcadores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares foram avaliados e os dados publicados na International Journal of Food Sciences and Nutrition em Fevereiro de 2009.
A doença cardiovascular (DCV) é o mais importante problema de saúde no mundo. Os estudos epidemiológicos e experimentos de laboratório demonstraram que o consumo regular de frutas e vegetais tem efeito protetor contra as doenças do coração. Por este motivo, o objetivo do estudo foi investigar os efeitos do consumo de dois kiwis por dia sobre o perfil lípidico, marcadores antioxidantes e de peroxidação lipídica em homens e mulheres hiperlipidêmicos.
Quarenta e três indivíduos que tinham hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados), sendo 13 do sexo masculino e 30 mulheres, participaram deste estudo. Eles foram induzidos a consumir dois kiwis por dia durante 8 semanas.
Foram feitas medidas antropométricas antes da intervenção e na quarta e oitava semanas depois da intervenção. Amostras de sangue em jejum foram analisadas para avaliar o colesterol total, triglicerídeos, lipoproteína de baixa densidade (LDL), lipoproteína de alta densidade (HDL).
Após 8 semanas de consumo de kiwis, a concentração de HDL foi significativamente aumentada e as relações entre LDL / HDL e colesterol total / HDL foi significativamente diminuída. A vitamina C e vitamina E também aumentou significativamente.
Concluíram assim que o consumo regular de kiwis pode exercer efeitos benéficos sobre o status antioxidante e fatores de risco para doenças cardiovasculares em pessoas com colesterol elevado.
Chang WH, Liu JF. Effects of kiwifruit consumption on serum lipid profiles and antioxidative status in hyperlipidemic subjects. Int J Food Sci Nutr. 2009 Feb 19:1-8.
Dieta Vegetariana, peso corporal e prevalência de diabetes tipo 2
5/03/2009 06:42:00 PM
Foi realizado um estudo na Califórnia –EUA, com mais de 60.000 homens e mulheres com o objetivo de avaliar a prevalência de diabetes tipo 2 e o efeito de diferentes tipos de dietas, comparando dietas vegetarianas com não vegetarianas.
A amostra do estudo foi composta por 22.434 homens e 38.469 mulheres que participaram do Estudo Adventista de Saúde-2 conduzidos em 2002-2006. Foram coletados dados antropométricos (peso,estatura), histórico médico e do estilo de vida de Membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Norte.
O tipo da dieta vegetariana foi categorizada com base em um questionário de freqüência de produtos alimentares
Os resultados, publicados na revista Diabetes Care de abril, apontam que vegetarianos tiveram um índice de massa corporal* mais baixo (23,6 kg/m2) e significativaente mais alto nos ovo-lacto-vegetarianos (25,7 kg/m2), pesco-vegetarianos (26,3 kg/m2), semi-vegetarianos (27,3 kg/m2), e não vegetarianos (28,8 kg/m2).
A prevalência de diabetes tipo 2 foi de 2,9% nos vegetarianos e 7,6% em não vegetarianos, a prevalência foi intermediária em participantes lacto-ovo (3,2%), pesco (4,8%), ou semi-vegetarianos (6,1%). Após ajuste para idade, sexo, etnia, educação, renda, nível de atividade física, horas assistindo televisão, hábitos do sono, uso de álcool e índice de massa corporal, vegetarianos, lacto-ovo vegetarianos, pesco-vegetarianos, e semi-vegetarianos tiveram um menor risco de diabetes tipo 2 do que não vegetarianos.
Concluíram assim que, a diferença entre o índice de massa corporal entre vegetarianos e não vegetarianos indica um potencial do vegetarianismo para proteger contra a obesidade. Existe uma tendência de que dietas vegetarianas protejam contra o risco de diabetes tipo 2. Dietas semi e pesco-vegetarianas oferecem proteção intermediária.
Tonstad S, Butler T, Yan R, Fraser GE. Type of vegetarian diet, body weight, and prevalence of type 2 diabetes. Diabetes Care. 2009 May;32(5):791-6. Epub 2009 Apr 7.
* Este texto foi elaborado especialmente para o Portal Diabetes. http://www.portaldiabetes.com.br
Atividade física e câncer de mama
4/29/2009 09:35:00 PMMulheres diagnosticadas com câncer de mama apresentam sintomas de depressão associados ao baixo nível de atividade física. Pesquisadores de Ohio – EUA relataram em estudo publicado recentemente na revista científica Psycho Oncology, que o apoio da família parece reduzir declínios no nível de atividade física.
O objetivo principal era estimar em 5 anos a trajetória de atividade física em mulheres com câncer de mama e avaliar variáveis biopsicossociais (status de saúde, sintomas físicos, saúde relacionada a qualidade de vida, sintomas de depressão e apoio social) mensuradas logo após o diagnóstico do câncer e acompanhadas por 5 anos.
Foram avaliadas 227 mulheres diagnosticadas com câncer de mama no estágio II e III tratadas cirurgicamente antes do início da quimioterapia. Todas as avaliações foram conduzidas a cada 4 meses durante o primeiro ano e a cada 6 meses nos 4 anos subseqüentes (total de 12 avaliações em 5 anos). Foi avaliado o nível de atividade física inicial assim como diversas variáveis biopsicossociais (status de saúde, sintomas físicos, saúde relacionada a qualidade de vida, sintomas de depressão e apoio social).
Os resultados apontaram mudanças evidentes no status de atividade física. A atividade física aumentou significativamente nos 18 primeiros meses e caiu drasticamente nos 42 meses subsequentes. Baixa saúde física, sintomas de depressão e baixasaúde relacionada à qualidade de vida foram associados ao menor nível de atividade física. O apoio familiar demonstrou reduzir o declínio de atividade física nos 42 meses finais do estudo.
Concluiu-se que o estado emocional de saúde relacionado à qualidade de vida acompanhados por 5 anos após diagnóstico de câncer de mama parece ser determinante para manter o nível de atividade física nos primeiros 2 anos após o diagnóstico. Intervenções através da atividade física podem reduzir sintomas de depressão no curso do tratamento de câncer.
Emery CF, Yang HC, Frierson GM, Peterson LJ, Suh S.Determinants of physical activity among women treated for breast cancer in a 5-year longitudinal follow-up investigation.Psychooncology. 2009 Apr;18(4):377-86.
Gripe suína
4/29/2009 04:37:00 AMA Organização Mundial de Saúde publicou um documento no mês de abril em seu site, com informações sobre a gripe suína. Muita gente lê nas manchetes, mas não sabe ao certo o que vem a ser esta tal de “gripe suína”. Por este motivo, resolvi ler sobre o assunto e escrever de forma simples e baseada em informações científicas sobre o assunto.
Pandemia influenza são eventos recorrentes imprevisíveis, mas que pode ter graves consequências para a saúde humana e o bem-estar econômico mundial. O planejamento antecipado e preparação são fundamentais para ajudar a atenuar o impacto de uma pandemia global. Já ocorreram três pandemias no século 20, conforme publicado no documento da OMS, 2009.
A organização mundial de Saúde decidiu elevar o nível de alerta pandêmico de 3 para 4, numa escala de seis. Significa isto que houve “uma subida significativa” do risco de uma epidemia global causada pelo novo tipo de vírus da gripe suína. A designação da gripe suína como de "potencial pandêmico" significa que o surto pode se espalhar por outros países e até mesmo por outros continentes.
Siga abaixo algumas perguntas e respostas
Como o vírus influenza com potencial pandêmico se desenvolve?
Vários animais naturalmente infectados com o vírus influenza circulam no meio e entre espécies de mamíferos. A maior parte dos vírus influenza não infecta humanos. Entretanto, em uma ocasião, um vírus do animal infectou um humano.
O que é o vírus influenza?
É uma doença que afeta as vias respiratórias causada por um vírus extremamente contagioso. Existem três tipos de vírus (A, B e C) eles podem sofrer mutações gerando vários subtipos. Pode afetar todas as idades e as mutações importantes do vírus podem causar complicações graves incluindo morte principalmente em crianças e idosos.
O resfriado comum é o mesmo que o vírus influenza?
Não. Ambas afetam as vias respiratórias agudas e tem sintomas parecidos, mas o microorganismo que causa o vírus influenza é diferente do que causa um resfriado comum.
Como se contagia com o vírus influenza?
Contato de pessoas infectadas através de secreções do nariz e boca (tossir, espirrar, falar) e por contato direto (mãos, beijos). É muito contagiosa (3-7 dias após se manifestam os sintomas) e de maior risco quando se manifesta em locais fechados.
Quais os sintomas do vírus influenza?
Febre maior que 38° C;
Tosse freqüente e intensa;
Falta de apetite;
Dor de cabeça;
Congestão nasal;
Mal estar geral.
Como é feito o diagnóstico de gripe suína?
É necessário que um médico faça um exame clínico detalhado e investigue históricos de risco de contágio como viagens e contato com outras pessoas. O diagnóstico se realiza mediante a identificação do vírus em secreções do nariz durante as primeiras horas (24-72 horas) iniciada a doença e mediante análise do sangue para identificar anticorpos.
O quadro pode se complicar?
Sim. Quando não tratado adequadamente pode gerar complicações principalmente respiratórias e até mesmo cardíacas, incluindo morte.
Existe tratamento para o vírus influenza? 2 respostas de diferentes fontes
Não existe tratamento e sim medicamentos que tornam a doença mais suportável, diminuindo os sintomas e que devem ser administrados durante as primeiras 48hs após infectado o indivíduo. Os medicamentos são de uso específico somente um médico capacitado pode determinar as dosagens para um paciente (informação do Ministério da Saúde do México).
Sim.O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) recomenda o uso de “oseltamivir” ou “zanamivir” para tratamento ou prevenção de infecção do vírus influenza. A drogas antivirais devem ser administradas até 2 dias após o contágio (informação do CDC – Centers for Disease Control and Prevention).
Como prevenir? 2 respostas de diferentes fontes
Existe uma lacuna sobre como se deve prevenir. Uma vacina tem sido referida como o melhor caminho para a prevenção da gripe e é elaborada todos os anos, tendo em conta os tipos de vírus que circulam no mundo. É bem tolerada, mas não se aplica a pessoas com alergia a proteína de ovos, ou com uma história de reação grave à vacina ou que tenham sofrido de síndrome de Guillain-Barré* (seis semanas antes da vacinação) (informação do Ministério da Saúde do México).
Não existe vacina no momento para tratar a gripe suína. Existem ações que podem ajudar a prevenir o contágio:
Cobrir o nariz e boca com tecido quando você tossir ou espirrar. Jogue este tecido no lixo após usá-lo;
Lave suas mãos com sabão e água, especialmente após tossir e espirrar. Desinfetantes a base de álcool também são efetivos;
Evite tocar nos olhos, boca e nariz pois os germes se espalham desta forma;
Evite contato com pessoas doentes;
Se você for contaminado com o influenza, o CDC recomenda que fique em casa e limite o contato com outras pessoas para que evite o contágio (informação do CDC – Centers for Disease Control and Prevention).
A síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda é caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras).
Referências Bibliográficas
http://www.sarah.br/paginas/doencas/po/p_14_Sindrome_Guillain.htm
http://portal.salud.gob.mx/contenidos/noticias/influenza/alerta_influenza.html
Dieta com exercício para adultos idosos obesos
4/27/2009 08:27:00 PMTanto a obesidade quanto e envelhecimento aumentam o conteúdo de gordura intra hepática, o que leva a doença hepática não alcoólica em obesos e alterações metabólicas como a resistência à insulina.
Um estudo publicado em abril na Revista “Obesity”, avaliou os efeitos da dieta e da dieta com exercício no conteúdo de gordura intra hepática e associação com anormalidades metabólicas em obesos adultos idosos.
Dezoito obesos (IMC> / = 30 kg / m (2)) adultos idosos (> / = 65 anos) completaram 6 meses de um ensaio clínico. Os participantes foram randomizados em dois grupos, um de dieta e outro de dieta + exercício, com 9 indivíduos em cada grupo.
O peso corporal reduziu significativamente tanto no grupo da dieta -9 + / - 1% quanto no grupo dieta + exercício -10 + / - 2%. A massa gorda reduziu no grupo da dieta -13 + / - 3%, e no grupo dieta + exercício -16 + / - 3%, , mas não houve diferença entre os grupos. O conteúdo de gordura intra hepática diminuiu de forma semelhante para os dois grupos sendo o da dieta -46 + / - 11%, e o dieta + exercício - 45 + / - 8%.
Aconteceram melhorias na sensibilidade a insulina no grupo da dieta 66 + / - 25%, e dieta + exercício também 68 + / - 28%. Houve uma relativa diminuição no conteúdo de gordura intra hepática correlacionada com relativo aumento da sensibilidade do índice de insulina.
Melhorias no condicionamento aeróbio (VO2pico), força, triglicerídeos plasmáticos, colesterol e pressão arterial diastólica ocorreram apenas no grupo dieta + exercício, mas não no grupo dieta.
Dieta com ou sem exercício resulta em significativas diminuições no conteúdo de gordura intra hepática acompanhada por uma considerável melhoria na sensibilidade insulina em adultos idosos obesos.
A adição de exercícios físicos à dieta melhora parâmetros de aptidão física e outros fatores metabólicos relacionados com a obesidade e o envelhecimento.
Shah K, Stufflebam A, Hilton TN, Sinacore DR, Klein S, Villareal DT. Diet and Exercise Interventions Reduce Intrahepatic Fat Content and Improve Insulin Sensitivity in Obese Older Adults. Obesity (Silver Spring). 2009 Apr 23.
Mensagens que estimulam exercícios físicos podem aumentar o apetite
4/24/2009 07:58:00 PMEsta foi a conclusão de um estudo publicado na Revista Científica “Obesity” em Fevereiro de 2009.
Comunicações para estimular a perda de peso incluem mensagens que procuram estimular a prática de exercícios e podem produzir resultados insatisfatórios devido ao comportamento compensatório e mecanismos metabólicos desencadeados pela atividade física.
A investigação buscou avaliar o potencial de facilitação de comer imediatamente após mensagens que estimulam exercícios físicos, na ausência de exercício efetivo.
Dois experimentos controlados demonstraram maior ingestão alimentar após a exposição de mensagens típicas de exercício impressas, bem como apresentação de campanhas subliminares com palavras de ações associadas com exercício (por exemplo, "ativo"). Estes efeitos podem inadvertidamente explicar a limitada eficácia de programas para perda de peso que estimulam o exercício, especialmente quando as orientações dietéticas estão ausentes.
Albarracin D, Wang W, Leeper J. Immediate Increase in Food Intake Following Exercise Messages. Obesity (Silver Spring). 2009 Feb 26.
Veja aqui as mensagens utilizadas do estudo. Página 9.
Cafeína pode diminuir a dor muscular
4/21/2009 08:32:00 PMAlgumas xícaras antes do treino de exercício pode diminuir a dor muscular, é o que sugere um estudo publicado no International Journal of Sports Nutrition and Exercise Metabolism..
Pesquisadores descobriram que os homens jovens que realizaram sessão de alta intensidade em bicicleta tinham menos dor muscular quando ingeriam cafeína antes do exercício.
Os benefícios foram observados tanto em consumidores habituais de café quanto naqueles que normalmente rejeitavam cafeína.
Estes achados acrescentam evidências a estudos anteriores que mostravam que a cafeína poderia ajudar a prevenir dor muscular, dor que atinge durante e após nova rotina de exercícios.
Em teoria, a cafeína pode limitar dor muscular, bloqueando a atividade de uma substância química chamada adenosina. A adenosina é liberada como parte da resposta inflamatória à lesão e dor e pode ativar receptores em células do organismo.
Estes últimos achados sugerem que a cafeína poderia ser uma forma segura para indivíduos ativos evitarem dor muscular.
O estudo incluiu 25 homens fisicamente ativos, dos quais metade normalmente consumiam pouca a nenhum cafeína. O resto tipicamente consumiam pelo menos 400 miligramas de cafeína por dia - o equivalente a três a quatro xícaras de café.
Os voluntários pedalavam por 30 minutos em alta intensidade, em duas situações. Em uma ocasião, os homens receberam uma dose de cafeína equivalente a duas a três xícaras de café uma hora antes do treino, na outra, eles receberam um placebo, ou seja, não tomavam café.
Os voluntários relataram menos dores musculares na coxa, com cafeína, em comparação com placebo. Uma vez que não houve diferença entre os consumidores habituais de cafeína e não-consumidores, não podemos relacionar uma tolerância à dor aos efeitos crônicos da cafeína.
Fonte: International Journal of Sports Nutrition and Exercise Metabolism, de Abril de 2009. www.reutershealth.com
Uma sessão de exercício físico diminui a pressão arterial em diabéticos
4/18/2009 03:43:00 PMUma única sessão de exercício físico diminui a pressão arterial. O fenômeno conhecido como hipotensão pós-exercício é caracterizado pela queda da pressão arterial imediatamente após o fim do exercício abaixo dos valores pré-exercício. Por exemplo, se um indivíduo possui a pressão arterial de 135 x 90 mmHg antes de fazer o exercício (135 mmHg = pressão arterial sistólica; 90 mmHg pressão arterial diastólica), após o fim da atividade ela pode diminuir para 110 x 80 mmHg. O quanto a pressão arterial cai depende de diversos fatores entre eles tipo, intensidade e duração do exercício.
A hipotensão pós-exercício tem sido comprovada em hipertensos porém em diabéticos ainda não se sabe se ela realmente ocorre. Por este motivo, pesquisadores da Universidade Católica de Brasília realizaram um estudo com o objetivo verificar a ocorrência de hipotensão pós-exercício em diabéticos tipo 2.
Participaram da pesquisa onze homens e mulheres com diabetes tipo 2 com idade entre 45 e 70 anos. Eles realizaram primeiramente um teste incremental (teste de esforço na bicileta) para avaliação cardiovascular e determinação da intensidade do exercício (utilizando como parâmetro o limiar de lactato). Os diabéticos então realizaram duas sessões de exercício na bicicleta com 20 minutos de duração (uma acima e outra abaixo do limiar de lactato) e uma sessão controle (sem nenhum exercício).
Em todas as sessões, a pressão arterial foi medida em repouso, ao final dos 20 minutos de exercício / ou na sessão controle e a cada 15 min durante 120 min de recuperação pós-exercício.
Ambas as intensidades de exercício provocaram reduções na pressão arterial sistólica, porém a intensidade mais alta, acima do limiar de lactato, reduziu também a pressão diastólica. Os autores concluem que apesar da intensidade mais alta ter produzido maiores reduções na pressão arterial, sugerem cautela quanto a prescrição do exercício para esta população.
A soma dos efeitos agudos, ou seja, de uma única sessão é que traz os benefícios a longo prazo. Por isto não adianta só fazer uma vez e pronto! O importante é se manter ativo para aproveitar todos os benefícios que o exercício traz para a sua saúde.
Lima LC, Assis GV, Hiyane W, Almeida WS, Arsa G, Baldissera V, Campbell CS, Simões HG. Hypotensive effects of exercise performed around anaerobic threshold in type 2 diabetic patients. Diabetes Res Clin Pract. 2008 Aug;81(2):216-22.
* Este texto foi elaborado especialmente para o Portal Diabetes. http://www.portaldiabetes.com.br
Baixo condicionamento e diabetes
4/15/2009 04:12:00 AM
Um estudo publicado na Diabetes Care em Março de 2009 apontou uma relação entre baixo condicionamento aeróbio e risco para desenvolver diabetes. O objetivo principal foi testar a associação de mudanças de condicionamento ao longo de 7 - e 20 anos, com o desenvolvimento de diabetes na meia idade.
O condicionamento foi determinado baseado na duração máxima de um teste de esteira (protocolo de BALKE) por pelo menos três testes até os 20 anos de idade em 3.989 homens e mulheres (brancos e negros).
Diabetes foi identificado com glicemia capilar em jejum> ou = 126 mg / dL, pós-prandial> ou = 200 mg / dL, ou uso de medicações para diabetes.
Os resultados apontaram um desenvolvimento para diabetes com uma taxa de 4 para 1000 pessoas-ano em mulheres (em uma amostra de 149 mulheres) e homens (em uma amostra de 122 homens) e menor aptidão inicial foi associada com uma maior incidência de diabetes em todas as raças e gêneros (masculino e feminino).
Em média, o condicionamento diminuiu 7,6% nas mulheres e 9,2% em homens ao longo de 7 anos. Os participantes que desenvolveram diabetes com mais de 20 anos, apresentaram queda significativamente maior em relação a aptidão ao longo de 20 anos versus aqueles que não desenvolveram diabetes.
Concluiu-se que o baixo condicionamento é significativamente associado a incidência de diabetes e pode ser explicado em parte, pela relação entre IMC e fitness.
Carnethon MR, Sternfeld B, Schreiner PJ, Jacobs DR Jr, Lewis CE, Liu K, Sidney S. Association of 20 year Changes in Cardirespiratory Fitness with Incident Type 2 Diabetes: The CARDIA Fitness Study. Diabetes Care. 2009 Mar 26.
* Este texto foi elaborado especialmente para o Portal Diabetes. http://www.portaldiabetes.com.br
Amamentação previne obesidade?
4/14/2009 07:51:00 PMVocê foi amamentado pela sua mãe? Estudos apontam que a amamentação pode prevenir a obesidade em crianças.
Dr.Dietz em 2001 publicou um artigo sobre o tema no Editorial da Revista JAMA. A primeira pesquisa citada pelo pesquisador foi a de Hediger et al., (2001) que avaliou 2685 crianças com idade de 3 a 5 anos. Neste estudo a amamentação pareceu não estar associada ao sobrepeso.
Já no segundo artigo, Gillman et al., (2001) verificaram 15000 adolescentes de 9 a 14 anos. As análises foram ajustadas para evitar efeito de variáveis como tempo gasto assistindo TV, atividade física semanal, dieta e índice de massa corporal (IMC) materno. Ao contrário dos resultados de Hediger et al., (2001), Gillman et al., (2001) constatou que crianças que receberam exclusivamente leite materno nos 6 primeiros meses de vida tinham risco significativamente menor de sobrepeso. Além disso, o risco de excesso de peso foi menor entre crianças que foram amamentadas pelo menos por 7 meses comparadas a crianças que foram amamentadas 3 meses ou menos.
A diferença dos resultados encontrados nos dois estudos pode ter ocorrido devido a idade avaliada.
Outro estudo que utilizou uma amostra de quase 10.000 crianças alemãs com idade entre 5 a 6 anos, observaram uma redução da prevalência da obesidade entre crianças que foram amamentadas, bem como um efeito dose-resposta do aleitamento materno (von Kries et al., 1999).
O mecanismo pelo qual o aleitamento materno pode proteger contra o sobrepeso ou obesidade ainda não foi totalmente esclarecido. Como Hediger et al.m (2001) e Gillman et al., (2001) sugerem, crianças que são amamentadas podem ter mais “consciência” sobre a quantidade de leite que necessitam consumir do que aqueles que são alimentados com fórmula.
A ingestão de fórmula de leite para lactentes alimentados pode em parte, ser definido pela pessoa que está alimentando o bebê, o que pode levar a criança a ter mais alimento baseado na mãe do que nele / no que a mãe acha que ele deve consumir.
Diferentes respostas endócrinas a fórmulas prontas e leite materno podem também promover uma maior deposição de gordura corporal, através da maior energia de consumo que excede o gasto energético.
Uma terceira alternativa é que as preferências alimentares posteriores a amamentação pode ser afetada pelo modo de alimentação infantil. Por exemplo, lactentes que foram amamentados adaptam melhor a introdução de novos alimentos mais facilmente do que aqueles que foram alimentados com fórmula, talvez porque o sabor do leite materno varia mais do que o sabor do leite de formulas.
O leite materno já é reconhecido como o melhor alimento para bebês. O início e aumento da duração do aleitamento materno fornecem um baixo custo sendo uma estratégia facilmente disponível para ajudar a prevenir obesidade infantil e do adolescente.
Dietz WH. Breastfeeding May Help Prevent Childhood Overweight JAMA.2001; 285: 2506-2507.
Gillman MW, Rifas-Shiman SL, Camargo CA Jr, et al. Risk of overweight among adolescents who were breastfed as infants. JAMA. 2001;285:2461-2467.
Hediger ML, Overpeck MD, Kuczmarski RJ, Ruan WJ. Association between infant breastfeeding and overweight in young children. JAMA. 2001;285:2453- 2460.
von Kreis R, Koletzko B, Sauerwald T, et al. Breast feeding and obesity: cross sectional study. BMJ. 1999;319:147-150.
“Futebolzinho”
4/13/2009 07:50:00 PMPara analisar os efeitos na saúde da participação regular em contextos recreativos de futebol, 38 homens sedentários saudáveis com idades entre 20-43 anos do sexo masculino foram randomizados em um grupo de futebol, um grupo de corrida e um que não fez exercício nenhum.
O treinamento foi realizado por uma hora, duas a três vezes por semana durante 12 semanas, em uma freqüência cardíaca média de cerca 82% da FCmax para o futebol e corrida. Durante o período de 12 semanas, o consumo máximo de oxigênio aumentou 13% no futebol e 8% na corrida.
No grupo que fez futebol, a pressão arterial sistólica reduziu de 132 ± 2 para 123 ± 3 mm Hg e a diastólica de 77 ± 2 para 72 ± 2 mmHg, após 12 semanas, com diminuições semelhantes observados para o grupo dos corredores.
Após as 12 semanas a diminuição da gordura corporal foi de 3,0% (2,7 ± 0,6 kg) para futebol e 1,8% (1,8 ± 0,4 kg) para corrida.
Apenas no futebol foi observado um aumento da massa magra (1,7 ± 0,4 kg), um aumento na massa óssea da extremidade inferior (41 ± 8 g), uma diminuição do LDL-colesterol (2,7 ± 0,2 a 2,3 ± 0,2 mM) e um aumento na oxidação de gordura durante corrida de 9,5 km / h.
Nenhuma alteração em qualquer uma das variáveis foram observadas no grupo que não treinou.
Foi concluído que a participação regular em futebol recreacional traz importantes efeitos benéficos sobre a saúde e a capacidade física de homens sedentários e, em alguns aspectos, é superior à intensidade moderada freqüentes correr.
Krustrup P, Nielsen JJ, Krustrup B, Christensen JF, Pedersen H, Randers MB, Aagaard P, Petersen AM, Nybo L, Bangsbo J. Recreational soccer is an effective health promoting activity for untrained men. Br J Sports Med. 2008 Dec 22.